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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Goooolo da comunicação!

Algumas definições apontam a comunicação de crise como a reacção comunicacional a algo que afecta negativamente uma empresa ou entidade.
Mas será mesmo assim? Ou deve o responsável da área prever genericamente situações potencialmente negativas e ter preparado um plano que, em caso de emergência, seja antecipadamente conhecido pelos principais intervenientes (directores, administradores), de modo a entrar de imediato em execução?

A resposta a esta questão faz a diferença entre uma assessoria profissional e a de "desenrascanço".


Mesmo que não seja possível impedir alguns efeitos prejudiciais sobre a imagem da empresa ou entidade em situação de crise, o aconselhamento profissional revela-se importante para estancar prontamente a espiral negativa, evitando que um episódio pontual se descontrole e assuma proporções ainda maiores. Porventura, de dimensões inimagináveis ou dramáticas.

Veja-se o recente caso do BES e a revelação de irregularidades contabilísticas. Perante o facto, e em vez de os negar, o líder emblemático do Grupo Espírito Santo apressou-se a reconhecer o problema. Dessa forma, Ricardo Salgado evitou que imprensa e opinião pública multiplicassem e agravassem as análises negativas. O mal estava feito, mas males piores estão a ser evitados, dentro do possível.

Por vezes, o plano de comunicação de crise pode mesmo aproveitar o episódio negativo para "contra-atacar" com uma campanha que contrarie os efeitos e reponha, ou até superiorize, a imagem positiva do cliente.
Exemplo paradigmático também recente é o protagonizado pela Pepsi e envolvendo Cristiano Ronaldo. A multinacional não se limitou a pedir desculpas públicas pela campanha de mau gosto lançada na Suécia: rapidamente, fez um acordo com o futebolista e foi lançado um projecto conjunto de cariz solidária. Goooolo da comunicação!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Ter boa imprensa

Recordam-se de algum primeiro-ministro ou candidato a primeiro-ministro que não tenha sido comentador político antes de assumir publicamente as suas pretensões? Eu só me recordo de um: António José Seguro. E talvez por isso as dificuldades em cair no goto da imprensa. E talvez por isso António Costa faz abalar tanto as hostes mediáticas, da esquerda à direita. Ter boa imprensa é o quê? É, no fundo, saber ir ao encontro do que ela precisa, saber dar-lhe a notícia, o soudbyte, nos timings exactos. O pós-eleições de domingo não é a vitória magra de Seguro, ou a derrota vitoriosa da aliança de Governo. Costa posicionou-se como a figura central da agenda mediática e vai andar por aí.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Factor "Conchita" de Diferenciação

Diz quem sabe que, em Marketing, um dos factores de maior sucesso é a Diferenciação. Diferenciação essa que pode passar por muitas vertentes, desde a forma e o estilo ao desempenho ou até confiabilidade.


Serão essas palavras – Desempenho e Confiabilidade – aplicáveis ao menos óbvio? A resposta é Sim, e a prova disso é Conchita! 

Quem é a Conchita?


A/o Conchita foi o/a grande vencedor(a) do último Festival Eurovisão da Canção. Não é novidade que o/a vencedor tem algo de (in)comum, pois podemos recordar o grupo de metal finlandês Lordi, vencedor deste mesmo concurso em 2006. Contudo, o que é novidade é o antagonismo apresentado "pelo" concorrente: o seu excelente Desempenho contrastando com a sua Confiabilidade física tornaram-se dois factores de Diferenciação, o que levou a uma vitória categórica e (aparentemente) sem contestação!


Podemos concluir, então, que Conchita torna-se mais um caso de sucesso do factor de Diferenciação, aproveitando-se de uma estratégia de Marketing para se promover. A isto chamamos de Marketing Pessoal!